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Transporte de Vítimas

Retirado do Manual de Primeiros Socorros no Trânsito,
Enfª Sônia Guterrez

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PARADA CÁRDIO RESPIRATÓRIA
(PCR)

Conceito
Sinais de uma Parada Cardiorrespiratória
Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP)
Atendimento


Conceito:

          É a cessação dos batimentos cardíacos e da respiração.


Sinais de uma Parada Cardiorrespiratória
(PCR) :

  • Ausência de movimentos respiratórios (não há expansão pulmonar)
  • Ausência de pulso (pulsação carotídea, femural, e outras artérias)
  • Palidez, pele fria e úmida, presença de cianose de extremidades (pele arroxeada)
  • Dilatação de pupilas (pela falta de oxigenação cerebral)


Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP):

          É a realização de procedimentos em vítimas com parada cardiorrespiratória, com a finalidade de restabelecer a circulação e oxigenação cerebral e dos demais órgãos, através de massagem cardíaca e de respiração (método boca a boca ou outro).

          Os objetivos da RCP são:

  • Evitar a morte
  • Restabeler circulação e oxigenação
  • Atendimento imediato da vítima, reduzindo as chances de lesões cerebrais por falta de circulação e oxigenação cerebral.


Atendimento:

          Após a constatação da PCR, através da avaliação, fazer o atendimento:

1. Posicionar a vítima em decúbito dorsal (barriga para cima) em uma superfície dura
2.

Incline a cabeça da vítima e tracione o queixo para trás. A elevação da mandíbula, com extensão da cabeça, permite a livre passagem do ar.

 
3. Se 1 socorrista, realizar inicialmente 2 movimentos respiratórios e após 15 compressões cardíacas. Não parar. Seguir esse ritmo até a chegada do socorro. 
  Se 2 socorristas, realizar 1 movimento respiratório para cada 5 compressões cardíacas, seguir a seqüência até a chegada do socorro médico ou até o recuperação dos movimentos cardíacos e respiratórios expontâneos.
 


         
Obs.: Para a respiração, puxe bastante ar e cole a sua boca na boca da vítima e insufle, até que haja elevação do tórax. As narinas da vítima devem ser fechadas com os dedos polegar e indicador, para evitar a saída do ar que está sendo insuflado.

 
            Se possível faça uma proteção entre os seus lábios e os da vítima, pegue um pedaço de saco plástico e fure com o dedo, coloque-o na boca da vítima, cada vez que você for realizar a respiração, seus lábios não tocarão os da vítima.
4. O socorrista coloca-se num plano superior a vítima (ao lado, de joelhos), de tal modo que seus braços em extensão, possam executar a manobra.
5. Apoiar uma das mãos sobre a metade inferior do esterno com os dedos refletidos e a outra mão sobre a primeira.
6. Utilizar o peso do próprio corpo e manter os braços em extensão, aplicar uma pressão que deprima o esterno cerca de quatro a cinco centímetros e retira-se subitamente a compressão.

Observações em Crianças:

  • Observar a força a ser exercida, utilizar apenas uma mão de acordo com o tamanho da criança. Deprimir o tórax em torno de 3 cm.
  • Utilizar a palma da mão para a realização da compressão cardíaca.
  • Para a respiração, não insuflar demais, apenas o necessário para que haja elevação do tórax.

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